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Empreendendo e Aprendendo

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5 dicas para ajudar na transformação digital das micro e pequenas empresas

A pandemia da Covid-19 trouxe uma série de desafios para as MPEs (micro e pequenas empresas), que correspondem a 92% de todos os negócios em atividade no Brasil. De acordo com a 10ª edição do estudo “O Impacto da Pandemia de Coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizado pelo Sebrae em conjunto com a FGV (Fundação Getulio Vargas), seis em cada dez empresas relataram uma queda de, pelo menos, 30% no faturamento em 2020 na comparação com 2019.

Em meio às discussões para a extensão do auxílio emergencial e das linhas de crédito para empresas, as MPEs – aquelas com até R$ 4,8 milhões de faturamento anual – tiveram de se reinventar. O estudo do Sebrae revelou, por exemplo, um crescimento da utilização de redes sociais, aplicativos e meios digitais para comercializar produtos e serviços. Em maio de 2020, 59% dos empreendimentos relataram utilizar pelo menos um canal digital. Já em março deste ano, o índice chegou a 69%.

Pensando na digitalização dessa categoria de empresas, o CEO da Locaweb, Fernando Cirne, o diretor-geral de e-commerce Willians Marques e o diretor-geral de BeOnline Higor Franco elaboraram cinco dicas para facilitar a migração do mundo offline para o online. Confira a seguir quais são elas:

1. A digitalização do negócio precisa ser encarada como uma vantagem competitiva

Por conta da pandemia de Covid-19, muitas MPEs tiveram de digitalizar o seu negócio para sobreviver. Fernando Cirne diz que as empresas que realizaram esse movimento nos últimos meses vão colher muitos benefícios, inclusive no longo prazo. “Quem se digitalizar mais, vai ter vantagem competitiva. Se fizer antes do que a concorrência então, com certeza vai ocupar um espaço no mercado e vender mais.”

2. É preciso entender que o consumidor está no online tanto quanto no offline

Da perspectiva do cliente, muitas mudanças na forma de consumo ocorreram por conta da pandemia de Covid-19. “Ninguém queria fazer supermercado na internet. Esta era uma grande barreira dentro do comércio eletrônico”, afirma Willians Marques. “Se o consumidor está comprando carne e verdura pela internet, significa que quando ele for comprar roupas ou uma decoração para a casa, ele vai estar por ali também.”

A maneira como o consumidor interage com produtos e serviços mudou por conta da crise sanitária, e as empresas precisam se adaptar ao novo contexto. “Os pequenos e médios empreendedores achavam que o e-commerce era coisa apenas para os grandes e focavam seus esforços de venda nos bairros”, afirma Marques. “O que nós percebemos foi que a pandemia deu um ‘chacoalhão’ em muitos deles, que passaram a operar também no mundo online”, afirma.

3. A tecnologia precisa estar no centro do negócio

Para expandir a atuação das empresas do offline para o online, o empreendedor precisa passar por um processo de mudança de mentalidade. “As MPEs não podem pensar nos novos canais de venda, no website ou no aplicativo como um anexo do negócio”, afirma Marques. “Elas precisam trazer toda essa tecnologia para o centro e redesenhar o seu empreendimento em volta dela.”

A tecnologia usada para levar o negócio para o digital, sejam as redes sociais, os softwares de gestão interna – como o CRM ou o ERP – ou as lojas virtuais, deve trazer ganhos de tempo e eficiência para o negócio. “O dono de uma MPE, em determinado momento, se vê fazendo tudo na empresa, desde o atendimento até o registro das vendas”, afirma Higor Franco. “Com a digitalização de alguns processos, o empreendedor percebe que existem ferramentas mais eficientes do que ele mesmo.”

4. Criar um e-commerce ajuda a girar o estoque

Assim como a loja física tem seus pontos positivos para estimular o consumo do cliente, o e-commerce também tem seus benefícios. “No mundo offline, o dono de negócio tem um limite para expor seus produtos”, afirma Marques. “Com o comércio eletrônico, é possível girar muito mais o estoque.”

Segundo o executivo, nos pontos de venda virtuais, além de ser possível criar um catálogo ilimitado de produtos, as mercadorias chegam para muito mais clientes em potencial quando comparado ao movimento de uma loja física. “Os sites de e-commerce têm ferramentas de busca e recomendação, o que aumenta em várias vezes a exposição dos produtos.”

5. Realizar esforços de marketing próprios é fundamental

As plataformas de e-commerce não são a única forma de levar produtos a um número maior de potenciais clientes. A realização de esforços de marketing, por meio de campanhas com anúncios segmentados, também ajuda. “Ao criar sua própria base de dados, você pode fazer e-mails marketing com promoções e até enviar notificações via smartphone, caso tenha um aplicativo”, afirma Cirne. “Há várias ferramentas de marketing digital que otimizam esse processo e auxiliam nas vendas.”

Além do envio de promoções por meio de e-mail ou notificações, as redes sociais também têm sido aliadas do empreendedor. “O social commerce [vendas realizadas por meio de redes sociais] é uma tendência muito forte, tanto do lado do comprador, quanto do lado da empresa”, diz Marques. “Com uma base de clientes, por exemplo, você pode enviar sugestões de compra pelo Whatsapp ou até colocar um link para o catálogo do empreendimento.”

Fonte: Forbes. Publicado em 29/04/2021, por Matheus Riga.


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