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Empreendendo e Aprendendo

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7 conselhos de Luiza Trajano, do Magalu, para micro e pequenas empresas brasileiras

No dia 1º de dezembro, a empresária participou de um bate-papo com a CRO da RD Station, Juliana Tubino, durante o Hostel by RD Summit.

Contando histórias que refletem a sua essência, Luiza falou sobre as importantes mudanças implementadas durante a sua liderança no Magalu e também o seu trabalho frente ao Mulheres do Brasil, que começou com 50 integrantes e hoje reúne mais de 37 mil.

Ao longo de pouco mais de meia hora de conversa, a empresária deu várias dicas inspiradoras e práticas a empreendedores, sobretudo para as micro e pequenas empresas. Selecionamos algumas delas:

– Entenda a sua essência e procure segui-la.

“Sempre lutei para não perder a minha alma, os meus princípios e a minha essência”, disse. Luiza contou que o sonho de sua tia, fundadora do Magalu, era montar uma loja para gerar emprego para a família.

Ao assumir, ela confidenciou que nunca geriu o Magazine Luiza para ser “o maior”, mas para gerar empregos e apoiar o ecossistema. “O dinheiro acabou sendo uma consequência disso”.

– Sonhe grande, mas com cautela.

“É fácil fazer pouco com pouco, muito com muito… O difícil é fazer muito com pouco!”

A executiva afirmou que sempre controlou de perto o caixa do Magalu e que esse foi um dos maiores segredos para que a empresa enfrentasse os tempos mais desafiadores.

“Se pudesse dar uma dica para os pequenos, seria abram a cabeça para pensar grande e ajam conforme o seu bolso. É melhor ser simples e estar formal”.

– Ninguém é perfeito. Entenda os erros e fuja de pensamentos limitantes.

“As empresas precisam acabar com essa crença de que não têm dinheiro e que tudo é muito difícil”, disse Luiza. Para ela, para conseguir prosperar, é preciso deixar a perfeição de lado, permitir-se errar e procurar entender porque esses erros ocorreram.

“Nunca tentei ser perfeita. Sempre procurei entender os erros e não repeti-los”, disse. Para ela, é a receita que permite que as empresas sempre estejam se renovando.

– Seja formal.

“Quando acertei mais? Quando fui formal, se não eu não teria chegado até onde cheguei”, disse a empresária, voltando ao tema do sonhar grande, mas com cautela.

Para exemplificar, Luiza comentou que, durante a pandemia, a União disponibilizou dinheiro rapidamente para pequenas empresas, mas muitos não tinham o balanço do ano passado, os empregados não estavam registrados e a informalidade impediu o acesso ao capital.

“Se tornem formais dentro daquilo que vocês podem. Vai ter muito crédito para pequenos empresários, mas precisa ser formal”, disse.

– A tecnologia é um apoio à obsessão pelo cliente.

Além do controle do caixa do Magalu, Luiza afirmou que uma das áreas que ela mais se dedicava no dia a dia da varejista era o atendimento ao cliente. Em muitos casos, dava o próprio telefone para aqueles consumidores insatisfeitos.

No início, esse controle era feito por ela e uma assistente num livro caixa. Hoje, existe um arsenal de ferramentas que permitem automatizar esse atendimento e o contato próximo. Manter a essência (lembra dela?) do foco no cliente, porém, é fundamental.

– Escolha os melhores parceiros e trate-os bem.

A empresária reforçou que ter uma boa relação com parceiros e fornecedores é fundamental para o crescimento dos negócios. E deu um exemplo prático, em caso da necessidade de redução de custos.

“Eu não falo ‘se você não diminuir eu vou te mandar embora’. Eu falo: ‘o custo está alto, veja o que você pode fazer para reduzir em 30% e vou ver o que posso fazer para reduzir por aqui também’”, exemplificou.

– Cuide de seus funcionários e invista em diversidade.

O Magalu é reconhecido por suas ações de bem-estar para funcionários e também em políticas de inclusão. Luiza lembrou que as mulheres formam 50% dos funcionários e 40% do conselho de administração.

Também foi perguntada sobre o programa recente de trainee que selecionará apenas candidatos pretos e pardos, o que gerou discussões sobre racismo e políticas de inclusão.

Para ela, mesmo com a grande repercussão, houve mais pessoas a favor do que contra. “Levamos muita paulada, mas também recebemos muito carinho, e tivemos muito mais gente apoiando do que o contrário. Eu adoro escutar feedback. Eu me treinei para ouvir coisas que eu não quero ouvir. Mas não leio e não escuto ofensas e detratores”.

Além dos resultados financeiros, que são uma consequência direta desse investimento, Luiza lembrou das pesquisas que reconhecem o Magalu como uma das melhores empresas para trabalhar.

“O Magazine Luiza está, há mais de 20 anos, no ranking das melhores empresas para se trabalhar. Isso é fruto de uma missão que a gente já tinha desde quando eu morava em Franca e com a qual a gente continuou após crescer. Eu sou uma pessoa muito preocupada com a desigualdade, e trabalho para que isso seja diferente, pelo menos, aqui dentro.”

Fonte: OCP News. Publicado em 02/12/2020, às 16h30

https://ocp.news/economia/7-conselhos-de-luiza-trajano-do-magazine-luiza-para-as-micro-e-pequenas-empresas-brasileiras


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