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Notícias e negócios

Informações sobre as medidas lançadas pelo Governo e pelas entidades públicas para preservar o emprego, a renda e apoiar as empresas.

As atuais linhas de crédito para micro, pequenas e médias empresas enfrentarem a pandemia

As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) enfrentam diversas restrições às suas operações desde que a pandemia do novo coronavírus começou. Tais medidas continuam — e a quantidade de crédito disponível no mercado não acompanhou o agravamento da disseminação da doença.

A maioria dos financiamentos federais voltados ao enfrentamento da pandemia foi encerrada em 31 de dezembro de 2020, ainda que se discuta sua volta. Hoje, as alternativas estão em crédito de programas estaduais ou em linhas privadas. Conheça algumas delas:

Pronampe: pode ser permanente, mas ainda não há data de volta

As empresas que desejarem prorrogar a carência da linha do Pronampe devem procurar as instituições financeiras com as quais firmaram os contratos de crédito. O Santander informou ao InfoMoney que aderiu à prorrogação do início do pagamento de parcelas por mais três meses entre 23 e 28 de março. Nesse período, cerca de 35% dos clientes que têm contrato do Pronampe vigente no Santander fizeram solicitação para adiar seus pagamentos.

BNDES: capital de giro, investimentos e cartão para médias empresas

Hoje, o BNDES oferece em seu site crédito direto para médias empresas, com foco em capital de giro ou investimentos. O valor mínimo de financiamento é de R$ 40 milhões. Para investimentos, a carência vai de 12 a 60 meses, com prazo de pagamento de até 120 meses. Para capital de giro, a carência vai de 3 a 12 meses e o prazo de pagamento é de até 48 meses.

O BNDES também oferece um cartão próprio, o Cartão BNDES, que oferece crédito pré-aprovado para aquisição de bens e serviços credenciados no Portal de Operações do cartão. O cartão permite até 48 prestações fixas, com limite de até R$ 2 milhões por banco emissor. Neste mês, a taxa de juros do Cartão BNDES está em 0,88% a.m. O BNDES não respondeu ao contato do InfoMoney para a listagem de outras linhas de crédito.

Banco do Povo e Desenvolve SP: apoio a micro e pequenos negócios de SP

Para micro, pequenos e médios negócios em São Paulo, o governo estadual anunciou recentemente linhas de crédito totalizando R$ 10 milhões, disponibilizadas pelo Banco Desenvolve SP e pelo Banco do Povo.

Metade do valor será reservada exclusivamente para bares e restaurantes (R$ 50 milhões), enquanto a outra metade será destinada a outros pequenos comércios impactados pela pandemia, como academias, salões de beleza e eventos (outros R$ 50 milhões).

Os juros do empréstimo cobrados pelo Desenvolve SP, financiamento reservado para bares e restaurantes, serão de 1% ao mês mais a taxa Selic, com prazo de até 60 meses para o pagamento. Já o microcrédito disponível pelo Banco do Povo terá limite de R$ 10 mil por empresa, com taxas de até 0,35% ao mês, e prazo de pagamento de 36 meses.

BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander: crédito de grandes bancos

O Banco do Brasil afirma ter linhas de crédito para capital de giro e para investimento. A linha de capital de giro tem carência de seis meses e pagamento em até 48 meses. No mesmo grupo está a linha de antecipação de recebíveis, para adiantar valores de vendas com boleto ou cartão de crédito. Por fim, o BB Financiamento é voltado para aquisição de bens de capital (como equipamentos ou veículos). A carência é de 6 meses e o prazo de pagamento é de até 60 meses.

Já a Caixa afirmou, também em nota enviada ao InfoMoney, que “atua com taxas e condições especiais e, desde o início da pandemia, tem apoiado as MPE para manterem e gerarem empregos”. Além do Pronampe, o banco destaca as linhas de crédito do Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe) e do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).

Em parceria com o Sebrae, o Fampe oferece capital de giro com taxas a partir de 1,19% a.m. e carência de até 12 meses. Antes de solicitar o crédito, é necessário realizar o plano de capacitação do Sebrae. A linha está disponível para negócios que faturam até R$ 4,8 milhões por ano e tenham CNPJ com ao menos 12 meses de faturamento e nenhuma restrição.

Ainda em capital de giro, a linha de crédito Fungetur é voltada ao financiamento de empresas do nicho turismo, incluindo bares e restaurantes, com carência de 12 meses, prazo total de pagamento de 60 meses e taxa de 5% a.a. + Selic. A empresa interessada deverá ter cadastro ativo no Cadastur, do Ministério do Turismo.

O Itaú Unibanco também listou suas linhas de crédito para MPMEs. A linha de capital de giro tem carência de cinco meses e prazo de pagamento em até 60 meses. Já a antecipação de pagamentos no cartão de crédito não tem carência e o prazo de antecipação no cartão de crédito varia de cinco a 360 dias. Por fim, a antecipação de descontos em cheques e duplicatas pode ser feita em prazos que vão de 3 a 120 dias. Condições como taxa de juros e valor máximo de crédito “variam de acordo com o cliente e a linha contratada”, afirma o Itaú Unibanco.

O Santander oferece uma linha de capital de giro com carência de três meses para pagamento da primeira parcela, e até 36 meses de prazo total de financiamento. As taxas de juros não foram mencionadas, porque se referem a casos em que há variação conforme o perfil do cliente, informou o banco.

Outra linha de crédito do Santander tem como garantia as vendas futuras na maquininha de adquirência, ou seja, é uma antecipação de recebíveis. A linha permite alavancagem de até três vezes na média do faturamento e apresenta taxas a partir de 0,72% ao mês. Outras opções de garantias, que ajudam a conseguir taxas diferenciadas, são duplicatas e veículos.

Para o dono de um pequeno negócio físico – como loja, franquia ou restaurante fechado pela pandemia –, existe a linha de crédito em que cliente dá um imóvel como garantia. O prazo de pagamento é de até 20 anos, com juro de 1% ao mês.

Para o empreendedor que está precisando reestruturar o crédito, o Santander tem um produto que unifica todas as dívidas em uma única parcela mensal. Em abril, o banco está oferecendo até 150 dias para pagamento da primeira parcela. Outra opção é a renegociação em até 120 vezes, com carência de 60 dias para pagamento da primeira parcela, além da opção de renegociação com fluxo irregular, em que as primeiras parcelas são mais baixas do que o restante das parcelas do fluxo – mas os seis primeiros meses precisam contabilizar o pagamento de 3% do saldo negociado. O Bradesco não respondeu o contato do InfoMoney até o fechamento desta reportagem.

BizCapital, Creditas, Nexoos: exemplos de fintechs que atendem PMEs

As startups de serviços financeiros começaram a abocanhar parte do mercado que os grandes bancos não queriam aproveitar. Empresas como Creditas e Geru começaram a colocar dinheiro no mercado, emprestando com garantias reais. Muitos pequenos empreendedores adotaram esses tipos de empréstimos para sobreviver.

Segundo o estudo Radar FintechLab, o Brasil tem 114 fintechs de crédito. Algumas oferecem financiamentos específicos para pessoa jurídica, como capital de giro. Por exemplo, a fintech BizCapital oferece crédito de até R$ 200 mil, com taxas de juros a partir de 1,99% por mês e prazo de pagamento em até 24 meses.

Outras atendem pessoas físicas, mas o empreendedorismo está entre as motivações para o crédito. É o caso de empréstimos diretos entre pessoas (P2P) e empréstimos com garantia de carro (car equity) ou de imóvel (home equity).

Fonte: InfoMoney. Publicado em 05/04/2021, às 08h00, por Mariana Fonseca.


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