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Como fazer parcerias com influenciadores digitais

Não importa o tema, nem a região do país. Tem sido cada vez maior a quantidade de influenciadores digitais dedicados a criar conteúdo e reunir uma audiência na internet. Assim, eles atraem a atenção de negócios que buscam conquistar novos consumidores. Uma oportunidade que as micro e pequenas empresas também podem aproveitar, se conectando com influenciadores menores, mas com ótimo potencial de gerar resultados.

Para isso, é preciso alguns cuidados simples, como a escolha do influencer e a análise dos resultados, além de uma negociação clara do contrato de parceria, para que ninguém perca dinheiro nem tenha dor de cabeça.

1. Defina seus objetivos

Antes de buscar uma parceria, defina quais são os seus objetivos com ela. Ter isso em mente ajuda a escolher o influenciador certo e a definir os tipos de conteúdo e de parceria a serem combinados. Tornar a marca mais conhecida, ampliar a audiência nos canais digitais e converter o conteúdo em vendas são alguns exemplos.

“Quem tem uma base maior talvez consiga trazer mais seguidores para a marca. Para outros objetivos, muitas vezes só é possível entender o potencial por meio de testes”, aponta Fernanda Vicentini, professora da ESPM e especialista em mídias sociais.

2. O número de seguidores não é tudo

Não é preciso ter milhões de seguidores para gerar resultados – assim como esse número não é garantia de sucesso. O segredo está em entender o potencial do influenciador de realmente engajar e influenciar o seu público. Um bom termômetro para isso é acompanhar suas postagens e o comportamento da audiência por um tempo.

“A melhor forma de avaliar é passar uma semana seguindo, assistindo aos stories e acompanhando os comentários. Veja se tem coerência e engajamento”, sugere Alex Monteiro, fundador da agência de influenciadores Non Stop.

Um segundo passo é pedir dados de audiência, como a visualização de stories e a taxa de abertura de links inseridos neles. Segundo Monteiro, a tendência é que os influenciadores menores concentrem taxas maiores. “O grande influenciador faz mais um trabalho de branding. O micro é focado em conversão, porque não tem toda aquela autoridade”, explica.

3. Busque o seu público

Para saber se uma pessoa tem potencial de atingir o seu público-alvo, é preciso entender quem são seus seguidores. O tema sobre o qual ela mais fala é um indício forte – como videogames, maquiagens ou maternidade. Mas dados detalhados sobre a audiência tornam a análise mais precisa.

Ao discutir uma possível parceria, vale pedir informações como a faixa etária, o gênero e as regiões onde moram os seguidores. “É sempre legal pedir dados, até para entender quão preparado ele está para trabalhar com você”, recomenda Fernanda Vicentini. “Você também pode pedir referências e perguntar que resultados ele conseguiu em outras campanhas.”

4. Faça o match entre influenciador e marca

Ao analisar o conteúdo e engajamento do influencer, avalie também se ele é alguém a quem você gostaria de relacionar a sua marca. Vale também fazer uma pesquisa para conferir eventuais polêmicas envolvendo o seu nome – e até que tipo de posicionamentos ele tem em relação a temas com os quais a sua marca está engajada.

Um exemplo recente de conflito envolveu a influenciadora Gabriela Pugliesi. Ela perdeu patrocínios e contratos após realizar uma festa em meio à quarentena. “Do mesmo jeito que uma empresa precisa ter propósito para existir e se comunicar, o influenciador também precisa”, diz a professora da ESPM.

5. Explore parcerias diferentes

Os populares “recebidos” são uma das formas comuns de se relacionar com influenciadores. No modelo, marcas enviam seus produtos para que a pessoa os utilize em fotos e vídeos. Há duas formas de fazer isso: fazendo uma permuta ou enviando os itens sem compromisso.

Na permuta, o envio do item é combinado e pode ou não envolver um pagamento em dinheiro. A empresa e o influenciador combinam o tipo de conteúdo que será gerado. Em alguns casos, também definem sua frequência – como o envio mensal de um número de peças em troca de um número de postagens.

Já o envio dos “mimos” sem um acordo firmado costuma ser uma aposta: a empresa arca apenas com o custo do produto e do frete em troca da chance de ser divulgada de graça. “Tem muitos influenciadores que fazem esse tipo de divulgação, principalmente os pequenos. Mas pode ser que você envie algo legal e não dê certo”, aponta Vicentini.

Quanto maior o influenciador, maior a tendência de que ele apenas trabalhe com postagens pagas. Nesse caso, a recomendação de Alex Monteiro é criar relacionamentos. “Não adianta anunciar com um influenciador que não utiliza o seu produto. A melhor publicidade é aquela que não parece publicidade”, afirma.

6. Acompanhe os resultados – e faça a sua parte

Se você definiu um objetivo inicial para a parceria, será mais fácil analisar os resultados. Vale acompanhar o número de seguidores da sua marca, os pedidos recebidos e até as mensagens enviadas por consumidores no período. No caso das lojas virtuais, uma boa métrica é criar um cupom de desconto especialmente para a ação.

Se a estratégia não deu resultados, pode pelo menos nortear mudanças em novas tentativas. Monteiro lembra que a empresa também deve fazer a sua parte para manter o interesse de quem chegar até ela pela indicação. “Não adianta chamar atenção se o perfil da empresa não entrega um conteúdo de valor para que a audiência fique.”

Fonte: Revista PEGN. Publicada em 09/06/20, às 06h01.

https://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Mundo-digital/noticia/2020/06/como-fazer-parcerias-com-influenciadores-digitais.html


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