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Notícias e negócios

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Vendas no varejo têm a maior alta para o mês de abril desde 2000

O volume de vendas no varejo restrito subiu 1,8% em abril, frente a março, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última terça-feira, dia 8. É a maior taxa para o mês de abril, na série com ajuste sazonal, desde 2000. Na comparação com abril de 2020, o varejo restrito subiu 23,8%. O comércio restrito acumula alta de 3,6% no resultado acumulado em 12 meses.

O resultado de abril ante março veio bem melhor que a mediana estimada pelo Valor Data, apurada junto a 20 consultorias e instituições financeiras, que era de recuo de 0,1%. O intervalo das projeções para o varejo restrito era amplo e ia de queda de 3,5% a alta de 2,5%. A alta de 23,8% ante abril de 2020 também foi melhor que a esperada. A expectativa mediana era de variação de +19,9%, com influência da base de comparação depreciada de abril de 2020.

A receita nominal do varejo restrito acumulou alta de 1,4% em abril, frente a março. Na comparação com abril de 2020, houve alta de 36,1%.

No varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos e motos, partes e peças, e material de construção, o volume de vendas subiu 3,8% na passagem entre março e abril, já descontados os efeitos sazonais. Os analistas de 17 bancos e consultorias consultados pelo Valor Data esperavam crescimento de 3,5%. Na comparação com abril de 2020, o volume de vendas do varejo ampliado subiu 41%. A expectativa, pelo Valor Data, era de alta de 39%, também em função da base comparação fraca de abril de 2020.

Já a receita nominal do varejo ampliado aumentou 3,8% em abril, frente a março, na série com ajuste sazonal. Na comparação com abril de 2020, houve alta de 54,1%.

Seis das oito atividades do varejo têm alta em abril

As vendas do comércio avançaram em seis das oito atividades pesquisadas no varejo restrito, que não inclui automóveis e material de construção, em abril, frente a março, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média, o varejo avançou 1,8% na passagem entre março e abril. Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgados nesta terça-feira mostram ainda que, na comparação com abril de 2020, também foram seis das oito atividades com alta.

Na passagem de março para abril, os destaques foram móveis e eletrodomésticos (24,8%), tecidos, vestuário e calçados (13,8%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (10,2%). Também houve altas em outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (3,8%), Combustíveis e lubrificantes (3,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,9%). A única taxa negativa veio de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,7%).

No varejo ampliado, que inclui automóveis e peças e material de construção, a alta de 3,8% foi influenciada pelos setores de veículos, motos, partes e peças (20,3%) e material de construção (10,4%), após recuos de 19,8% e 10,2%, respectivamente, em março.

Das 27 unidades da federação, 21 apresentaram alta no volume de vendas em abril, em relação a março, com destaque para Distrito Federal (19,6%), Rio Grande do Sul (14,9%) e Amapá (10,8%).

Frente a abril de 2020, houve expansão no volume de vendas em todas as 27 unidades da federação, com destaque, em termos de variação, para Amapá (86,0%), Rondônia (75,0%) e Amazonas (53,4%).

Móveis, eletrodomésticos, tecidos, vestuários e calçados determinaram alta

Da alta de 1,8% do varejo na passagem entre março e abril, 2,8 pontos percentuais vieram dos ganhos nas vendas nos segmentos de móveis e eletrodomésticos e tecidos, vestuários e calçados. Sem a ajuda do desempenho positivo dos dois setores, portanto, o comércio teria registrado recuo em abril, na série com ajuste sazonal.

Em abril, as vendas de móveis e eletrodomésticos avançaram 24,8% frente a março, enquanto as de tecidos, vestuários e calçados tiveram alta de 13,8%. O impacto na formação da alta de 1,8% do varejo como um todo foi de 2,3 pontos percentuais e 0,5 ponto percentual, respectivamente.

Outro segmento que contribuiu positivamente para o desempenho do varejo no mês foi o de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que subiu 6,7% e respondeu por 0,8 ponto percentual da alta de 1,8%.

Em contrapartida, o segmento de hipermercados e supermercados caiu 1,7% em abril, após duas altas seguidas (0,8% em fevereiro e 3,3% em março). Com isso, teve impacto de -0,9 ponto percentual.

Na avaliação de Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, os setores foram beneficiados pelo menor isolamento social em abril, na comparação com março. Com isso, as vendas que tinham sido concentradas em supermercados em março se espalharam por outros segmentos em abril. Além disso, ele aponta para possíveis promoções de empresários para atrair os consumidores.

“Pode ter tido estratégia de promoções também, uma influência também estratégica de consumo. Ocorreu principalmente em móveis e eletrodomésticos, mas também em equipamentos e material de informática e comunicação e também em tecidos e vestuário”, diz ele.

Fonte: Valor. Publicado em 08/06/2021, às 09h33, por Lucianne Carneiro.

https://valorinveste.globo.com/mercados/brasil-e-politica/noticia/2021/06/08/vendas-no-varejo-tem-a-maior-alta-para-o-mes-de-abril-desde-2000.ghtml


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